
Quem pensa em fazer uma viagem de carro elétrico costuma ter dúvidas bem práticas: onde será possível carregar, quanto tempo a parada pode levar e com quanta bateria é recomendável chegar ao próximo ponto de recarga.
O planejamento muda um pouco em relação a um carro a combustão, mas não precisa ser complicado. Antes de sair, o motorista pode localizar os carregadores ao longo do percurso, verificar quais são compatíveis com o veículo e organizar as paradas de modo que não seja necessário chegar a uma estação com a bateria perto do fim.
O Toyota bZ4X, SUV 100% elétrico da marca, é um bom exemplo para entender como essa rotina funciona em uma viagem.
Como funciona a recarga em um eletroposto?
Encontrar um carregador no mapa é apenas o começo. Antes de incluí-lo na rota, é importante verificar se aquele ponto atende o veículo e quais são as condições de uso.
Entre as informações que merecem atenção estão o tipo de conector disponível, a potência do equipamento, o horário de funcionamento e a forma de liberação da recarga. Dependendo do operador, pode ser necessário utilizar um aplicativo, fazer cadastro ou escolher uma forma específica de pagamento.
Ao chegar ao local, o procedimento costuma ser simples. O motorista estaciona na vaga destinada à recarga, conecta o carro e inicia a sessão conforme as orientações da estação. O próprio carregador e o painel do veículo indicam quando a transferência de energia começa.
Também existem diferenças entre as estações. Alguns equipamentos possuem cabo integrado, principalmente nos carregadores rápidos, enquanto outros podem exigir que o motorista utilize um cabo compatível com o veículo.
Por isso, consultar previamente as características do eletroposto evita chegar ao local e descobrir que aquele carregador não atende à necessidade da viagem.
Qual é a diferença entre carregar em casa e carregar na estrada?
Em casa, o veículo geralmente permanece estacionado por várias horas. Isso permite aproveitar períodos como a noite para recuperar energia sem que o tempo de recarga interfira na rotina do motorista.
A recarga residencial com wallbox normalmente utiliza corrente alternada, conhecida como AC. A velocidade depende da instalação elétrica, da potência do equipamento e da capacidade que o próprio automóvel tem de receber energia.
Na estrada, a necessidade costuma ser diferente. Quem ainda tem vários quilômetros pela frente prefere recuperar uma quantidade maior de energia em menos tempo. Por isso, as estações rápidas em corrente contínua, ou DC, tornam-se especialmente úteis em viagens.
Isso não significa que um carregador AC não possa ser aproveitado fora de casa. Se o carro ficar estacionado durante um almoço, uma visita, uma reunião ou uma noite no hotel, esse período também pode ser utilizado para recarregar.
Essa é uma das mudanças de hábito trazidas pelos veículos elétricos: o motorista não precisa necessariamente esperar a bateria ficar quase vazia para pensar em carregamento.
Como saber se o carregador é compatível com o carro?
O primeiro ponto é conferir o tipo de conexão.
No Brasil, existem diferentes padrões de carregamento. O Tipo 2 aparece em diversas soluções de corrente alternada, enquanto o CCS2 está presente em muitos veículos e equipamentos de recarga rápida em corrente contínua.
A existência de um conector compatível, porém, não significa que o carro aproveitará toda a potência anunciada pela estação.
Um carregador pode ter capacidade para fornecer uma potência elevada, mas o veículo possui seu próprio limite de recebimento. Nesse caso, a recarga ocorrerá dentro do que o sistema do automóvel consegue aceitar.
Antes de usar um eletroposto, portanto, é interessante conferir duas informações: se o conector disponível atende ao veículo e qual potência de recarga o carro consegue aproveitar naquela estação.
O manual e a ficha técnica do modelo são boas referências para essa consulta.
Por que o tempo de recarga varia?
Não existe um tempo de carregamento que sirva para todos os veículos e todas as estações.
A potência do eletroposto influencia bastante, mas não é o único fator. O nível atual da bateria, sua temperatura, o limite de potência aceito pelo automóvel e até as condições do equipamento podem interferir.
Além disso, a bateria não recebe necessariamente a mesma potência do começo ao fim da sessão.
Conforme o nível de carga aumenta, o próprio sistema do veículo pode diminuir gradualmente a potência recebida. Esse comportamento ajuda a preservar a bateria e explica por que a parte final da recarga pode levar proporcionalmente mais tempo.
Por esse motivo, uma conta simples dividindo a capacidade da bateria pela potência máxima do carregador serve apenas como referência. O tempo real pode ser diferente.
Para quem está na estrada, isso também ajuda a mudar a forma de planejar a parada. Em vez de pensar sempre em carregar de 0% a 100%, faz mais sentido avaliar quanta energia será necessária para chegar com tranquilidade à próxima etapa da viagem.
É necessário carregar até 100% durante a viagem?
Nem sempre.
Suponha que, depois da parada, ainda faltem 150 ou 180 quilômetros até o destino e que o carro já tenha autonomia suficiente para cumprir esse trecho com uma boa margem. Permanecer conectado apenas para alcançar 100% pode aumentar o tempo da parada sem trazer uma vantagem relevante.
A situação muda quando o próximo percurso é longo ou possui poucos pontos de carregamento. Nesse caso, recuperar mais energia antes de seguir pode trazer uma reserva maior para o motorista.
O planejamento depende do trajeto.
Essa lógica é diferente do costume de encher completamente o tanque de combustível em uma parada. No carro elétrico, é possível pensar em cada trecho separadamente e aproveitar melhor o tempo disponível.
Como planejar as paradas em uma viagem de carro elétrico?
O planejamento começa pela rota. Antes da viagem, é interessante observar onde estão os carregadores e qual distância existe entre eles.
Nos trechos com menos opções, uma boa estratégia é não depender de uma única estação. Ter outro ponto de recarga identificado nas proximidades reduz o impacto de encontrar um equipamento ocupado, temporariamente fora de operação ou inacessível naquele horário.
Também é importante verificar as condições de acesso. Um carregador instalado dentro do estacionamento de um estabelecimento, por exemplo, pode seguir o horário de funcionamento do local.
Aplicativos e plataformas de localização de eletropostos ajudam a encontrar essas informações e, em alguns casos, mostram dados recentes sobre disponibilidade, potência e experiência de outros usuários. Como essas condições podem mudar, uma nova consulta pouco antes de pegar a estrada é recomendável.
Outra possibilidade é encaixar a recarga nas paradas que já fariam parte do percurso.
Depois de algumas horas dirigindo, a família provavelmente precisará parar para comer ou descansar. Se houver um carregador compatível nas proximidades, parte da bateria pode ser recuperada enquanto os ocupantes fazem a pausa.
O mesmo raciocínio vale para o destino. Um hotel ou estacionamento com carregador pode permitir que o carro recupere energia enquanto permaneceria parado de qualquer maneira.
Com quanta bateria é melhor chegar ao eletroposto?
Não é recomendável montar a rota contando que o veículo chegará ao carregador praticamente sem energia.
A autonomia divulgada para um carro elétrico é determinada por um procedimento padronizado. Durante uma viagem, o consumo pode variar conforme velocidade, relevo, temperatura, utilização do ar-condicionado, peso transportado e modo de condução.
Isso significa que a autonomia exibida no painel deve ser acompanhada durante o percurso, principalmente quando ainda existem muitos quilômetros até a próxima opção de recarga.
Não há uma porcentagem de reserva que seja adequada para todas as viagens. Em uma região com vários carregadores próximos, o motorista terá mais alternativas. Em um trecho onde as estações estão muito afastadas, é prudente trabalhar com uma margem maior.
O objetivo é evitar que uma mudança nas condições do percurso ou a indisponibilidade de um carregador transforme uma parada programada em uma situação apertada.
O que conferir antes de pegar a estrada?
Não é necessário transformar a preparação da viagem em um procedimento técnico. Algumas verificações resolvem grande parte das dúvidas.
É importante saber onde estão os carregadores pretendidos, quais conexões oferecem, que potência possuem e como funcionam as regras de utilização. Também convém confirmar se há cobrança, qual é a forma de pagamento e se o local possui algum horário de acesso.
Em uma viagem mais longa, o planejamento melhora quando o motorista também identifica uma segunda opção nos pontos mais importantes do trajeto.
Com essas informações, as paradas deixam de depender apenas da autonomia total do carro. Elas passam a fazer parte do percurso, assim como uma pausa para alimentação ou descanso.
Como o Toyota bZ4X entra nessa rotina?
O Toyota bZ4X é um veículo totalmente elétrico, ou BEV, sigla para Battery Electric Vehicle. Diferentemente de um híbrido convencional ou plug-in, ele utiliza exclusivamente a energia armazenada na bateria para movimentar o veículo.
Quem ainda está conhecendo essas tecnologias pode entender melhor as diferenças entre carros híbridos e elétricos antes de avaliar qual tipo combina mais com sua rotina.
Na configuração comercializada no Brasil, o bZ4X possui bateria de 73,1 kWh e autonomia homologada de 361 km pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro. Essa autonomia funciona como referência padronizada e não como uma previsão exata para todas as viagens.
Em estrada, fatores como velocidade média, relevo, temperatura e utilização do sistema de climatização podem alterar o consumo. Por isso, acompanhar a autonomia restante e ajustar o planejamento ao longo do percurso faz parte do uso de qualquer veículo elétrico.
Imagine, por exemplo, uma viagem em que o motorista chega à parada escolhida ainda com uma reserva confortável. Enquanto almoça, conecta o carro a uma estação rápida. Se a energia recuperada já for suficiente para alcançar o destino com margem, pode seguir viagem sem necessidade de permanecer no local até completar toda a bateria.
Em outra situação, o destino pode oferecer carregamento. Nesse caso, faz sentido chegar com uma quantidade adequada de energia e deixar o veículo recarregar durante as horas em que permanecerá estacionado.
É esse tipo de planejamento que torna a viagem de carro elétrico mais simples com a experiência. A questão deixa de ser apenas “quanto tempo demora para carregar?” e passa a considerar onde o carro ficará parado, quanto precisa recuperar e qual distância ainda será percorrida.
Se a ideia é entender como um carro elétrico se comporta na rotina e também em viagens, vale conhecer o Toyota bZ4X de perto. Na Sulpar Toyota, você pode conversar com a equipe sobre autonomia, formas de recarga e características do modelo, além de realizar um test-drive para conhecer sua condução e seus recursos.